sexta-feira, 28 de junho de 2013

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM - Profa. Rosana Coviello de Paula

 Crônica    AVESTRUZ  de  Mário Prata


1º  A aula de leitura
       
            Fazer a leitura do título para os alunos e em  seguida anotar as palavras que os  relacionarem ao nome do texto.

         Título:
         Avestruz
         Animal
         Pássaro?
         Que tipo de animal?

            Em seguida lançar as seguintes perguntas aos alunos:

    Você conhece um avestruz?
    Alguém já viu?
    Como você imagina que seja?
    Sabe como é?
    Descreva-o.


            Após a discussão em grupo, mostrar a foto do referido animal e continuar com as indagações.




2º - O que iremos encontrar nesse texto?

            Antes de fazer a leitura do texto, lance mais algumas questões:

Esse texto desperta sua atenção?
O que ele sugere pelo título?
Pelo título, dá para imaginar o assunto?
Que tipo de texto é? Científico? Literário? Jornalístico?
Quem serão os personagens?
O que será que vai acontecer?
Qual será o cenário?


 3º  A primeira leitura

            Fazer a 1ª leitura do texto  todo em voz alta,  de forma pausada e dando ênfase  às palavras  mais frequentes ou que podem ser relacionadas ao tema. A leitura de todo o conteúdo do texto servirá como um primeiro contato do aluno  com o assunto para, posteriormente, explorá-lo por parágrafos.

            Maia algumas perguntas poderão ser colocadas durante a leitura, para reflexão:

   É legal ter um avestruz como um animal de estimação?
  Que animais são indicados para se ter como estimação?
  Quais animais podem viver dentro de apartamento?


4º Ampliando o vocabulário
            
             Através dessa primeira leitura, destacar as palavras "não conhecidas" e procurar seus sinônimos.


 5º A segunda leitura

          Após todas essas colocações, partir para a segunda leitura, podendo ser feita pelos alunos, por parágrafos, fazendo as devidas interferências para as colocações dos alunos, podendo ser anotadas na lousa e que sejam pertinentes ao texto.


 6º O que a leitura apresenta

          Após a leitura completa, discutir com os alunos  suas expectativas acerca do texto e se atingiu o seu objetivo, questionando se a linguagem usada no texto estava de acordo com o texto e qual efeito produziu ao leitor.


7º Sistematização

            A sistematização do que o aluno aprendeu consiste em ele se apropriar de sua própria experiência produzindo seu  conhecimento. Essa produção pode ser um pequeno relato ou um desenho no qual ele poderá compartilhar em uma roda de leitura.


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Avestruz
Mário Prata
      
   O filho de uma grande amiga pediu, de presente pelos seus dez anos, uma avestruz. Cismou, fazer o quê?    Moram em um apartamento em Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era minha. Sim, porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino conheceu as avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo impressionou o garoto.
         Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruzes. E se entregavam em domicílio.
         E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. A avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar a avestruz, deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa uma avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a altura pode chegar a quase três metros. 2,7 para ser mais exato.
         Mas eu estava falando da sua criação por deus. Colocou um pescoço que não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar que saíssem voando em bandos por aí assustando as demais aves normais.
         Outra coisa que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois dedos em cada pé.
         Sacanagem, Senhor!
         Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo. Tanto é que logo depois, Adão, dando os nomes a tudo que via pela frente, olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio camelus australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em forma de salsicha.
         Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que elas vivem até os setenta anos e se reproduzem plenamente até os quarenta, entrando depois na menopausa, não têm, portanto, TPM. Uma avestruz com TPM é perigosíssima!
         Podem gerar de dez a trinta crias por ano, expliquei ao garoto, filho da minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes correndo pela sala do apartamento.
         Ele insiste, quer que eu leve uma avestruz para ele de avião, no domingo. Não sabia mais o que fazer.
         Foi quando descobri que elas comem o que encontram pela frente, inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo. máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e, principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai bem.
         Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz por cinco gaivotas e um urubu.
         Pedi para a minha amiga levar o garoto num psicólogo. Afinal, tenho mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.







quarta-feira, 12 de junho de 2013

Reflexão

A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde.
André Maurois

Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem.
Mario Quintana

A leitura do mundo precede a leitura da palavra
Paulo Freire

segunda-feira, 10 de junho de 2013

“Cresci no meio dos livros, fazendo amigos invisíveis em páginas que se desfaziam em pó.”

— A Sombra do Vento (S. Teles)
 
 
Foto: “Cresci no meio dos livros, fazendo amigos invisíveis em páginas que se desfaziam em pó.”

— A Sombra do Vento
(S. Teles)

domingo, 9 de junho de 2013

"Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende." Leonardo da Vinci
Minhas memórias de leitura e escrita




             Minhas primeiras lembranças em leitura veem através da minha mãe, que mesmo com as situações mais difíceis em nossa casa,  me alfabetizou e me fez ter o prazer de entrar nesse mundo tão fascinante e inesperado. Lembro que utilizava a cartilha Caminho Suave que era dos meus irmãos e assim fui aprendendo as letras e formando as palavras. Dia a dia seguia, devorando todo esse universo, que para mim era uma aventura e em pouco tempo já lia quase tudo que estava ao meu alcance.
             Lembro que gostava muito de ensinar e já sabia, mesmo com tão pouca idade, qual seria minha profissão, pois era sempre a professora nas minhas brincadeiras de "escolinha".
                 Meu irmão mais velho foi de grande importância também nesse universo da leitura. Aos 12 anos me presenteou com o livro "O meu pé de laranja lima" e eu me deliciei com essa leitura. Me deparei com vários sentimentos, chorei muito e neste momento entendi as sensações que um bom livro nos provoca.   ROSANA COVIELLO DE PAULA